1 de abr de 2016

"POR QUE...?"


https://images-blogger-opensocial.googleusercontent.com/gadgets/proxy?url=http%3A%2F%2Ftracking.confilio.com%2Faff_i%3Foffer_id%3D34%26aff_id%3D5004%26file_id%3D1200&container=blogger&gadget=a&rewriteMime=image%2F*https://images-blogger-opensocial.googleusercontent.com/gadgets/proxy?url=http%3A%2F%2Ftracking.confilio.com%2Faff_i%3Foffer_id%3D34%26aff_id%3D5004%26file_id%3D1200&container=blogger&gadget=a&rewriteMime=image%2F*
O resgate do "por que...?"



Quando a maioria de nós deparou-se pela primeira vez com a PNL e também nos treinamentos atuais de PNL, fomos apresentados ao mantra do Practitioner – "Não pergunte por que...?"


Isso é bom e apropriado. Por que? Porque a maioria de nós omite o "por que..?" mais do que o como. E o como por ser uma pergunta muito mais interessante é, de fato, a pergunta do processo. Perguntar como nos leva para o campo da modelagem. "Como você faz isso?
Como isso funciona?" Perguntar como nos provoca um processo instrutivo e de informações que nos permite reconhecer como uma pessoa desempenha uma dada tarefa, habilidade ou estado. Como nos convida para o contexto do pensamento em termos de estrutura.

Compare:


1)"Por que você está desse jeito?"

2)"Como você assusta a si mesmo? Como você se deprime? Como você se enfurece? Como você se coloca nesta disposição de temperamento? Como soletra tão impecavelmente? Como se controla tão efetivamente? Como permanece tão alegre mesmo quando coisas traumáticas acontecem para você?"


Perguntas do tipo "por que...?" nos convidam a explicar, teorizar, fornecer razões e justificar. E isso é perfeitamente certo e adequado. A ciência moderna foi construída sobre essa base. Esse é o tipo de pensamento que nós aprendemos na escola e na Universidade. Nós perguntamos "por que...?" a fim de explorar e ampliar o conhecimento num campo. É neste momento que nós teorizamos e construímos as estruturas teóricas que depois nos permitem prever as possibilidades, hipóteses, testes, imaginar as razões e as "leis" por trás de um fenômeno, etc.

 Então o que tem de ruim em perguntar "por que...?" Porque as perguntas "por que...?" estão embutidas no mais alto contexto de referência, isto é, se nós entendemos o porquê supõe-se de que o problema esteja resolvido. Isto é insanidade. Ainda assim, isso tem sido a suposição não escrita de muitos psicólogos do século vinte. Freud tornou isso explícito. A "verdade" da psicanálise, como Sigmund Freud afirmou, está sucintamente expressa na declaração "Onde existe Id, deve existir o Ego." Para Freud, tornando consciente o processo inconsciente possibilita uma pessoa a "trabalhar favoravelmente" o conhecimento, o sofrimento ou a realidade e ficar bem.


Outros psicólogos e psicoterapeutas seguiram o mesmo caminho. Eles tomaram a idéia básica, que algumas vezes realmente funciona – a idéia de que "o entendimento é curativo por si," e a tornaram absoluta. Isso fez com que o entendimento do "por que...?" de uma experiência seja absolutamente essencial para a cura. "Para resolver isso você tem que entender. Agora, por que você está deste jeito? Foi alguma coisa que sua mãe fez para você quando era criança?"


No entanto, nem todos nós acreditamos. Mero conhecimento não é habitualmente suficiente. Conhecendo "por que...?" nós comemos demais, deixamos de nos exercitar regularmente, não economizamos 10% do salário para formar uma poupança, não gostamos de uma certa pessoa, rejeitamos certas crenças, procrastinamos, ficamos estressados, berramos com nosso colega, etc., não necessariamente equivale a proceder inteligentemente com este conhecimento. Conhecer o porquê não é uma panacéia. E perguntando "por que...?" muito no início e muito cedo pode nos levar para a direção errada, pensando erroneamente que o problema estará resolvido quando obtivermos a "resposta".

Nível Practitioner – Não Pergunte "Por que...?"


Foi por essa razão que Bandler e Grinder protegeram os primeiros practitioners de PNL com o mantra Não Pergunte "Por que..."? Eles fizeram isso para interromper o antigo programa. Eles utilizaram isso para quebrar o contexto automático da mente que "por que...?" leva a "respostas" e que "respostas" resolvem os problemas. Eles fizeram isso para evitar formar intelectuais inteligentes que podiam falar sobre o jogo mas não jogá-lo.


Em vez disso, eles se concentraram em todos as outras perguntas relacionadas: como, quando, onde, o que, qual, com quem, de que modo, etc. Ouvindo esse tipo de pergunta de Fritz Pearls e Virginia Satir, eles criaram um metamodelo sobre o uso efetivo da linguagem no contexto da terapia. Eles chamaram isso de Metamodelo e estabeleceram em torno de 12 perguntas que desafiam a estrutura ou a forma do significado. Nós não temos a pergunta "por que...?" no Metamodelo. Nós temos outras perguntas que relacionam uma experiência e o contexto da pessoa sobre a experiência.


Terry McClendon fez parte dos primeiros grupos de prática pré-PNL e conta essa história engraçada no livro "The Wild Days of NLP" (1989). Foi num dos primeiros grupos da Mission Street (em Santa Cruz, Califórnia) que nós começamos a adquirir as nossas ferramentas para coleta de informações que mais tarde se tornariam os padrões do metamodelo. As bases das ferramentas para coleta de informações começaram com as perguntas como, quem e o que a partir da estrutura de Gestalt, apagando aquela pergunta não mencionada, "por que...?" Nós costumávamos gritar e, algumas vezes, dávamos socos na cabeça ao dizerem "por que...?" (p.40)

Isso faz sentido se você quer orientar uma pessoa que está operando sob a presunção de que "saber a resposta" resolve um problema. Assim mesmo hoje, nos treinamentos de Practitioner em PNL, enquanto nós deixamos de gritar com as pessoas ou socá-las na cabeça, nós continuamos a convidar as pessoas a aprenderem o mantra Não pergunte "por que...?".


Existe uma razão para fazer isso. E entender porque nós fazemos isso é importante. Nós fazemos isso para desenvolver o contexto da modelagem da mente e o contexto da mente que vê, reconhece e trabalha com a estrutura mais do que com o conteúdo. "Por que...?" tende a nos seduzir para o conteúdo. Como nos libera do conteúdo e, junto com outras perguntas relacionadas, nos possibilita nos movermos para uma metaposição na qual podemos então pensar em termos de estrutura e processo. 

Como isso funciona?


Essa foi a razão original para a ausência do "por que...?" no início da PNL. Ela permitiu que as pessoas reconhecessem que a mágica da transformação da PNL ocorria devido a mudança na estrutura e não no contexto. No livro "NLP: Going Meta" (1997) eu expus essa razão como motivo para a exclusão do "por que...?" no Metamodelo:


https://images-blogger-opensocial.googleusercontent.com/gadgets/proxy?url=http%3A%2F%2Ftracking.confilio.com%2Faff_i%3Foffer_id%3D34%26aff_id%3D5004%26file_id%3D1204&container=blogger&gadget=a&rewriteMime=image%2F* "Como Bandler e Grinder acharam a psicologia muito oprimida sob o peso do "por que...?", e múltiplas teorias explicando porque as pessoas eram do jeito que eram, eles não queriam fazer nada com o que chamavam de ‘psico teologia.’ Como resultado, isso conduziu a proibição geral contra fazer a pergunta "por que...?" Muitos, senão a maioria dos Practitioners de PNL foram bem treinados a "não perguntar por que...?" e até tem, de algum modo, isso condicionado como uma coisa ‘ruim.’"


Tornando-se um Mestre em perguntas "Por que...?"


Evitar "por que...?" continua até o treinamento Master Practitioner. É quando nós reintroduzimos o "por que...?"e convidamos as pessoas a perguntarem um "por que...?" mais cuidadoso e inteligente. O Master Practitioner envolve o aprendizado do modelo dos metaprogramas. É aí que nós separamos aqueles que processam a informação "como" e aqueles que necessitam saber "por que..?" (metaprograma de Direção Filosófica). É aí que nós nos deslocamos dos modelos de modelagem para os meta contextos que permitem a pessoa perguntar "por que...?" e a explorar níveis mais elevados de razões, causas, fatores de influência e domínios de conhecimento.


Dennis Chong não concorda com isto. Tendo incorporado o mantra do "por que...?" no seu livro, Don’t Ask Why?! (1991), ele assumiu que Bandler e Grinder evitaram o "por que...?" porque existia algo "ruim" sobre a causação. Ele pensa que porque uma declaração causa-efeito pode ser "mal formada", que ela tem que ser mal-formada e que isto é absolutamente péssimo. É interessante pois não existe nenhuma menção contra "por que...?" na Estrutura da Magia. Ele diz que Bandler e Grinder "censuraram" a causa-efeito. De fato, eles não o fizeram. Eles nunca disseram isto. Eles somente a usaram como uma distinção lingüística e questionaram "como" que uma coisa causa uma outra. Eles a usaram para declarações de perguntas psicológicas como "Ela me faz ficar brabo." Eles não tinham nenhum problema com declarações do tipo "A chuva me deixa molhado."


No nível Master Practitioner nós reconhecemos que não é meramente a pergunta "por que...?" em si mesma que é boa ou ruim, útil ou inútil, limitante ou fortalecedora, mas que é o contexto que influencia muito. Nós aprendemos que se perguntarmos "por que...?" dentro de qualquer contexto de crença limitante, o verdadeiro processo de questionamento do "por que...?" irá reforçar e fortalecer a crença limitante ou o conhecimento. Nós também aprendemos que se perguntarmos "por que...?" dentro de qualquer crença fortalecedora, conhecimento, decisão, valor, etc., então o processo da resposta irá reforçar e fortalecer este contexto.


Isso muda tudo. E isso nos conduz, no nível Master Practitioner, para o conhecimento de que, enquanto nós nunca perguntamos "por que...?" num contexto limitante, nós sempre perguntamos "por que...?" no caso de um contexto fortalecedor. Nós queremos que a pessoa se justifique, dê razões, crie estruturas de causa-efeito para equivalências complexas, pressuposições, etc., para contextos fortalecedores da mente. É evidente!


Portanto, só depois que tivermos abandonado o velho e inútil hábito de perguntar "por que...?", e termos aprendido e praticado integralmente a fazer as outras perguntas relacionadas, é que estaremos prontos a aprender a perguntar "por que...?" de uma maneira nova e mais informada. Isso, mais adiante, nos permitirá reconhecer que existem muitos tipos de perguntas "por que...?" Assim, como Master Practitioner, nós descobrimos que existem vários tipos diferentes de "por que...?" e aprendemos a distinguir esses diferentes tipos. Cada pergunta "por que...?" não necessariamente elicia o mesmo tipo de resposta. Existem diferentes tipos de "por que...?", muitos deles muito úteis, saudáveis e adequados. Alguns "por que...?" são, de fato, cruciais para uma imagem completa quando modelando algum expertise.


1) O "Por que...?" da Causação/Fonte.


Por que você age (sente, pensa) desta maneira?

Por que você se sente desse jeito com este disparador?

Por que você está desta maneira?


2) O "Por que...?" da Explicação.


Por que você se julga tão severamente?

Por que esse padrão se repete nesse contexto?

Por que essa experiência teria essas qualidades ou efeitos?


3) O "Por que...?" da Teleologia ou Objetivo. (efeitos finais, objetivos desejados)


Por que você faz isto? (i.e., O que você pretende obter ao fazer isto? Qual é o propósito?)

Por que você quer isto?

Por que você está tão atento a isto?

Quando você atingir esse objetivo, por que isto é importante para você?


4) O "Por que...?" do Valor e Importância. (Valores, contextos de referência, crenças)

Por que você faz isto? (i.e., Qual é o valor que isso tem para você?)

Por que você acha isso importante e significante?

O reconhecimento destes diferentes tipos de "por que...?" nos permite trabalhar efetivamente com essas categorias semânticas de causa e origem, explicação, objetivos, valores e intenção. Enquanto algumas perguntas"por que...?" podem nos convidar a responsabilizar e encontrar estruturas causa-efeito não existentes como Dr. Chong salientou, elas não são absolutas. Nem todas perguntas "por que...?" eliciam desta maneira.


O resgate do "Por que...?" na Neuro-Semântica


Eu estava na África do Sul conduzindo nosso primeiro treinamento de Trainers em Neuro- Semântica, quando o trainer em PNL e NS Jim Kyriacou disse que ele agora tinha uma nova definição de Neuro-Semântica. Ele disse que "Neuro-Semântica é o resgate do "por que...?"


De onde ele tirou esta idéia?

Foi do fato que nós usamos vários padrões para descobrir "por que...?" a pessoa pensa, sente, razões e contexto das coisas como ela faz. Nós perguntamos "por que...?" intencionalmente, do mesmo modo como nós exploremos os contextos dos meta-níveis das razões, conhecimentos, crenças e níveis das crenças. Nós fazemos isso para entender mais detalhadamente a matriz da mente de uma pessoa. Isso nos dá uma habilidade para reunir uma informação de maior qualidade e um acompanhamento muito mais completo.

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Nós fazemos isso na modelagem. Afinal de contas, muitas vezes ela não é suficiente para entender o que uma pessoa faz para gerenciar, delegar, escrever, criar, formar uma riqueza, vender, etc. Nós também precisamos saber porque os especialistas fazem isto. Qual é o conhecimento deles sobre isto? Quais as crenças de nível mais elevado e contextos da mente que governam suas experiências? Por que eles visualizam algo como importante?


Assim nós sempre perguntamos "por que...?" quando nós modelamos um especialista que tem uma habilidade que queremos modelar. A falta de conhecimento dos porquês dele nos deixa no escuro assim como os níveis mais elevados da sua mente. Na minha opinião isso explica, parcialmente, por que a PNL não tem sido tão criativa neste campo nos últimos anos como se poderia esperar. Isso explica por que na Neuro-Semântica nós temos recuperado muito da inspiração original, da criatividade produtiva e da inovação de novos modelos. Nós temos perguntado "por que...?" sobre níveis e contextos mais elevados. Nós temos perguntado "por que...?" sobre processos para fazer o modelo mais explícito.


Foi Nietzsche quem disse "Aquele que tem um ‘por que...?’ para viver pode suportar quase qualquer como." Viktor Frankl baseado nesta idéia, criou sua Logoterapia. Isso realça a importância de desenvolver um "por que...?" suficientemente grande na vida. 

Com um "por que...?" suficientemente grande, nós podemos fazer qualquer coisa que mandamos a nossa mente fazer. Este é o poder de um meta-contexto elevado. Isto funciona porque o "por que...?" da razão e da importância (que nós nomeamos como "valores") serve como uma estrutura de meta nível que fortalece o nosso sistema de propulsão. Fortalece as nossas motivações e energia. Um sistema de propulsão efetivo terá sempre, pelo menos, um "por que...?" muito grande e, habitualmente, mais do que um.


 Fonte: Golfinho.

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