24 de mar de 2016

Autoconfiança em Excesso



Quando a pessoa demonstra exagerada confiança em si, deixa clara a sua prepotência. Não demorará para que sua autodestruição aconteça. E se ela é mão o braço forte, vão-se os dedos também.

Uma ilustração mostra muito bem o prejuízo que a distância da realidade pode acarretar em uma pessoa cheia de autoconfiança.Certo caçador, muito famoso por seu método ímpar de caçar, saía em plena selva africana e voltava com quantas caças quisesse, desde os mais indefesos animais até as mais temíveis feras.
Seu método era simples e infalível: por meio de uma flauta, hipnotizava os animais. Ao deparar-se com uma fera, bastava tocar sua pequena flauta e pronto, o animal era totalmente dominado.Assim aquele homem procedeu durante muitos anos. No entanto, um dia saiu em busca de um velho tigre, conhecido por suas destruidoras investidas em pequenos povoados da região.
Era um animal temido, e por isso os moradores daquela região agiam com muita cautela, ao passo que o caçador nem ao menos lembrava de um só momento em que teve medo. Suas façanhas davam-lhe total despreocupação.
Dentro da mata, o caçador pôs-se a procurar a temível fera. Não demorou muito para deparar-se com o assustador felino, que passou a espreitá-lo. De imediato, o homem deu as costas ao bicho e passou a tocar sua flauta.
Como sempre, logo após o primeiro som do instrumento, os animais, hipnotizados, o acompanhavam com passos já molengas.Porém naquele dia parecia haver algo estranho no ar. Os passos do tigre não estavam tão lentos como era de se esperar, e seus rugidos continuavam fortes a ponto de arrepiar o destemido caçador.
Mas, como sempre dava certo, o homem não se importou muito. Sua experiência jamais o decepcionara. Por isso, continuou sua marcha, à frente do bicho, como um verdadeiro líder, e, imponente, tocava sua flauta.Em dado momento, percebeu que o bicho movimentou-se inesperadamente e, antes mesmo de olhar para trás e ver o que estava acontecendo, foi atacado pela fera.
O tigre matou o experiente caçador e destruiu a sua flauta.Depois de uma intensa pesquisa, com a captura do bicho, descobriu-se que o animal era surdo.


Da mesma sorte, se as coisas inanimadas que fazem som, seja flauta, seja citara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a citara? (1 Co 14.7)

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