26 de jul de 2016

CPAD: INCOERÊNCIA INSTITUCIONAL




O Carro na Frente dos Bois

"A CPAD Megastore continuará abrindo as suas portas para eventos de lançamento das editoras e gravadoras, cumprindo sua vocação de se tornar um espaço cultural para a igreja evangélica no Brasil." (Conforme nota abaixo)


Com a autorização de quem a CPAD deixou de ser editora oficial com seu compromisso denominacional e se tornou "vocacionada" para ser espaço cultural dos evangélicos? Isso poderia ou pode acontecer? Sim. Mas a questão é:


1 - A direção da CPAD pode tomar essa decisão sem considerar seu Conselho Administrativo, cujo presidente é pré-candidato ao cargo de Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB)?



2 - A Mesa Diretora da CGADB aprovou tal decisão da direção da CPAD?

3 - Os pastores presidente das Assembleias de Deus no Brasil, cujas igrejas sustentam literalmente a CPAD comprando lições bíblicas foram ouvidos sobre a questão?

4 - A Assembleia Convencional não tem voz e voto sobre a questão?

Parece que o remendo da "celeuma" causada pela própria direção da editora, e transferida para aqueles que se posicionaram em nome da coerência ficou pior que o buraco.

Não temos também nada contra a pessoa do Rev. Augustus Nicodemus Lopes, mas sua teologia calvinista é incompatível em vários aspectos com a teologia pentecostal clássica de matriz basicamente arminiana. A questão aqui é institucional. Infelizmente o mesmo ainda passou pelo constrangimento de ser somente avisado da suspensão do evento já no hotel, outro erro grave dos organizadores do evento. Lamentamos também por aqueles que foram ao evento e voltaram frustrados por sua não realização.

Os problemas da editora CPAD não acabaram com a suspensão do evento, pois a postura editorial da mesma a muito vem deixando a desejar em relação a sua original "vocação", que agora diz ter mudado, não se sabe como.

Apelo mais uma vez à Mesa Diretora da CGADB, ao Conselho Administrativo da Casa, e aos demais órgão competentes que intervenha com urgência, pois nossa saúde doutrinária, e toda a história construída por tão nobre instituição corre o risco de ser minada e desconstruída.

Temo que em termos das grandes decisões que envolve a "nossa casa" (até então considerada), o carro esteja andando na frente dos bois, ou seja, os que deveriam ser comandados estão assumindo o comando, e dando o rumo que bem lhes apraz.

Pr. Altair Germano, Itália, 19/07/2017

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