28 de out de 2016

Halloween ou Reforma Protestante?

        
 Trinta e um de outubro, Reforma Protestante ou Dia das bruxas? É impressionante a habilidade de muitos em inverter os fatos. A páscoa já não traz o legado da morte e ressurreição de Cristo (I Co 11) e sim ovos, coelhos e chocolates; o que dizer da festa joanina, ou seja, junina, quem pode se lembrar da mensagem de arrependimento através de fogueiras, bandeiras, rojões e quadrilhas? As bruxas tomaram o lugar dos reformados, a abóbora substitui a Bíblia e as travessuras os atos históricos de homens como Lutero, Calvino e Zuínglio e outros. 
A Reforma Protestante do Século XVI foi o maior movimento na igreja cristã depois do Pentecostes. Não foi uma inovação, mas uma volta ao cristianismo puro e simples, uma retomada da doutrina apostólica, um retorno às Escrituras. No dia 31 de Outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero, fixava nas portas da igreja de Wittenberg suas noventa e cinco teses contras as indulgências, deflagrando, assim, esse decisivo movimento. A Reforma foi regaste das doutrinas bíblicas e históricas do cristianismo. A necessidade de uma reforma era urgente. A igreja havia adicionado fogo estranho no altar eclesiástico do Senhor. O culto às imagens, a mediação dos santos, a veneração a Maria, a salvação pelas obras, o confessionário, o purgatório, as relíquias, as indulgências e a infalibilidade papal foram desvios gritantes que encontraram guarida na igreja.
A igreja evangélica hoje pode ter vencido estes erros doutrinários. Entretanto, outras heresias cercam os púlpitos e mourões da igreja. É a rosa ungida, sal grosso, possessão demoníaca em crentes e a troca do anjo. Doutrinas venenosas e estranhas diante do evangelho de Cristo.
O púlpito não pode sonegar aos crentes o verdadeiro alimento ao coração e a mente dos santos. Não pode servir um alimento requentado ou mofado pelo tempo. O pregador não pode anunciar a mensagem do Evangelho no anseio de agradar seus ouvintes ou para arrancar aplausos dos homens, ele deve alimentar as ovelhas e não entreter os bodes.
Mais do que nunca estamos precisando retornar ao principio da reforma do Sola Scriptura (Só a Biblia). Os crentes precisam estudar as Escrituras com mais intensidade e acuidade. Precisam ter fome da Palavra de Deus (Am 8.11). Somente a pregação da Palavra de Deus pode levar a igreja à maturidade. Ela foi o instrumento que Deus usou para trazer grandes reavivamentos na história. A reforma nos dias do rei Josias, a restauração nos dias de Esdras e Neemias. Em Jerusalém (At 2), Samaria (At 8) e Éfeso (At 19) o poder do Espírito Santo foi instrumentalizado pela pregação bíblica. A festa pagã de origem celta que tinha por objetivo a celebração aos mortos, não pode ofuscar o magno evento que mudou a história de nações, da arte, da economia, da educação, mas acima de tudo mudou a história de pessoas cegas espiritualmente e enganadas economicamente pelas indulgências. Os pilares reformados precisam ser lebrados – Só a Bíblia, Só a fé, Só Cristo, Só a graça e Só a Deus Glória. Trinta e um de outubro dia da Reforma Protestante!   
Pr. Anderson José de Andrade Firmino

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