31 de mar de 2016

FUNDAMENTOS DA VIDA SÃO DESTRUÍDOS! O QUE FAZER?


É possível sermos felizes em meio a tantas adversidades? 

O profeta Habacuque em sua oração no capítulo 3.18 afirma que sua alegria não está condicionada às circunstâncias. No entanto, muitos perdem a alegria, a paz, o consolo, a esperança, a fé e se tornam pessoas excessivamente tristes, de mal com a vida, angustiadas e por fim, despedaçadas. Ninguém está livre de adversidades, porém as adversidades não podem sequestrar nossa felicidade. 

Jó foi um homem que muito sofreu, pois viveu um inferno na sua vida. Tudo o que ele poderia chamar de uma vida confortável, estável, caiu como um castelo de cartas. Tinha muitos bens, uma família abençoada, uma saúde de ferro e estava cercado de amigos. Tinha tudo para ser feliz. Até o dia em que a adversidade bate à sua porta e traz consigo os verdugos das tragédias. Tudo parecia estar bem, até que desgraça após desgraça, tristeza após tristeza permeiam a vida desse pobre homem. Os fundamentos da vida terrena deste homem foram totalmente destruídos. O que poderia fazer Jó diante de tantas calamidades?

Você é feliz mesmo quando os fundamentos da vida são destruídos? Você é fiel mesmo quando tudo está aparentemente perdido? Jó teve os fundamentos de sua vida, os pilares de sua existência totalmente quebrados com as desgraças que lhe sobrevieram. Contudo sua esperança não estava nesses fundamentos. Podemos ser felizes mesmo tendo os fundamentos de nossa vida abalados. Quero citar quatro desses fundamentos, que mesmo destruídos não podem roubar nossa fé, nem nossa confiança no Senhor:

1º FUNDAMENTO: BENS/FINANÇAS (13-17)

Diz o ditado que notícia ruim chega rápido. Somente num dia Jó recebeu muitas notícias ruins: a) Os Sabeus assaltaram suas terras levando os bois, as jumentas e matando os servos; b) Fogo do céu caiu e queimou as ovelhas e os servos; c) Os Caldeus levaram os camelos e mataram os servos. 

A fé, a vida e a felicidade de Jó não estava em seu conforto financeiro, nem no seu trabalho, nem em sua conta bancária, mas estava no Senhor. Há muitas pessoas que não sabem o que fazer quando os fundamentos econômicos são destruídos. Se desesperam, blasfemam contra Deus, se desviam, e cometem muitas loucuras. A vida de um homem não consiste em seus bens nem em sua riqueza. A acusação de satanás sobre a fidelidade oportunista de Jó era falsa (Cap. 1:8-12), e ele provou isso ao passar pela escassez financeira. Muitos projetam sua felicidade nos seus recursos financeiros, isto é, no dinheiro, pois dizem: Sou rico, os negócios estão dando certo, nossa empresa está lucrando muito, tenho uma vida confortável.

Se o seu fundamento financeiro se extinguir, você conserva sua fé, esperança e alegria no Senhor? Ou você desiste? Talvez eu e você consigamos atravessar as ruínas desse primeiro fundamento. Mas a destruição do próximo fundamento, quem pode suportar?

2º FUNDAMENTO: FAMÍLIA (18-19)

Jó teve a infelicidade de sepultar dez filhos, num só dia. A ordem natural da vida é que os filhos sepultem os pais, e não os pais sepultarem os filhos. Mas por diversas razões que não conseguimos explicar essa ordem nem sempre é seguida.  Sua felicidade, fé e confiança no Senhor é simplesmente porque você tem uma família bonita, unida, abençoada, um lar harmonioso??? 

E se a eventualidade, a tragédia, a morte de um ente querido te visitar? Qual seria a sua reação? Jó enfrentou não somente a crise financeira, mas enfrentou a crise familiar, ao ponto de ouvir da própria esposa, mais adiante, uma sugestão de eutanásia. "amaldiçoa a Deus e morre" (2.9)

Além de sepultar dez filhos, Jó ainda teve que conviver com uma esposa desesperançosa, deprimida, angustiada, ferida pelas circunstâncias cruéis da vida. Uma crise familiar. Muitos projetam sua felicidade na sua família, pois dizem: tenho um marido exemplar, uma esposa abençoada, e filhos dignos. Tenho um lar abençoado. Se os fundamentos de seu lar, forem abalados, o que você faria? Quem pode suportar?

3º FUNDAMENTO: SAÚDE (7-8)

Além de suportar a escassez financeira, devido a perda de todos os seus bens, e recursos, Jó também enfrentou a morte de dez filhos de uma só vez, fato que instalou uma crise conjugal entre eles, Jó tem agora o terceiro fundamento de sua vida totalmente abalado. A SAÚDE. Sem entender o por que esse homem agora é acometido de uma enfermidade tal, que lhe privou de muitas coisas, entre elas uma das principais: a dignidade.

Quando vem a doença, principalmente as que são difíceis de se curar, reconhecemos de verdade se nossa esperança está em Deus. Enfrentar falência financeira, luto na família e agora enfermidades, tudo de forma sequencial não é fácil. 

A enfermidade muitas vezes consome recursos que não temos, e na maioria dos casos ela se instala em nossas vidas quando esses recursos são escassos. Muitos hoje projetam sua felicidade em si mesmos, pois dizem: tenho uma saúde de ferro, nunca fui ao médico, me sinto um verdadeiro touro, forte, imponente, e realizado. Mas quando a enfermidade bate a porta: o que fazer? Quando o terceiro fundamento chamado saúde é destruído o que podemos fazer?

4º FUNDAMENTO: RELACIONAMENTOS (11, 12, 13, 15, 18, 20, 22, 25) 

Gente precisa de gente. Somos seres essencialmente relacionais. Precisamos de pessoas. Porém nossos relacionamentos não podem nos trazer felicidade ou realização pessoal. O Quarto fundamento da vida de Jó também foi abalado. Os relacionamentos. Não quero aqui duvidar da sinceridade da amizade de Elifaz, Bildade e Zofar, porque eles ficaram com Jó até o fim de seu sofrimento.

Porém foram duros em suas palavras. Há situações em que devemos ficar calados. Quando nos precipitamos falamos demais, e ferimos as pessoas. esses três amigos de Jó o acusaram diversas vezes de que Jó tivesse transgredido contra Deus e todo seu sofrimento era um castigo. Isso abalou com certeza o relacionamento, pois no final Deus manda os três se retratarem. Os relacionamentos não garantem felicidade, pois as pessoas nos decepcionam, e nós decepcionamos as pessoas.
Temos de orar muito para que Deus nos ajude a escolher melhor os verdadeiros amigos, mas até os maiores e melhores amigos nos ferem, ao passo que nós também os ferimos. Há pessoas que projetam sua felicidade nos relacionamentos, pois dizem: estou cercado de amigos, minha casa está sempre cheia, tenho companhia sempre, nunca estou sozinho, mas quando um amigo se comporta como inimigo, o que fazer? Quando o quarto fundamento que são os relacionamentos é destruído o que podemos fazer?

Os verdugos do sofrimento cotidiano nos atingem cruelmente, sem piedade e sem trégua. Os quatro fundamentos da vida de Jó foram destruídos: Finanças, Família, Saúde e Relacionamentos. Porém quero citar um quinto fundamento, que sustentou esse homem de Deus até o fim: Jesus. 

Jó, no ápice do sofrimento, sem dinheiro, sem seus amados filhos, sem saúde, e sem o consolo de seus amigos, responde à pergunta do Salmista Davi no Salmo 11 verso 3: "Ora, destruídos os fundamentos, o que poderá fazer o justo?" da seguinte forma no capítulo 19 verso 25 e 25: "Porque eu sei que o meu redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus".

Ainda que os quatro fundamentos da nossa existência sejam destruídos, tenhamos a certeza, de que Jesus vive, e por fim se levantará sobre a terra. Jó cria na ressurreição de Jesus e na redenção do homem, mesmo antes de Jesus encarnar, pois sua felicidade e esperança estavam Nele.

Concluindo, eu quero apenas recitar uma frase bíblica recitada por Paulo que constitui uma ordem do Senhor, e essa ordem deve ser obedecida em toda e qualquer circunstância: "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo: Alegrai-vos. (Filipenses 4.4). Deus te abençoe ricamente. 

Reverendo Adeir Goulart da Cruz.

SUDANESA CONDENADA A MORTE POR CRISTO


A Justiça do Sudão condenou à morte por enforcamento uma mulher muçulmana acusada de apostasia - abandono da religião - depois que ela se afastou do Islã para se casar com um cristão.

"Demos a você três dias para se retratar mas você insiste em não voltar para o Islã. Sentencio você a ser enforcada até a morte", disse o juiz, segundo a agência de notícias AFP, se referindo ao prazo dado para que a mulher aceitasse o islamismo.
O grupo de defesa de direitos humanos Anistia Internacional condenou a decisão e afirmou que a sentença é "espantosa e repugnante".
A imprensa local informou que, como a mulher está grávida, a sentença só será executada dois anos depois do nascimento da criança.
A mulher foi identificada como Meriam Yehya Ibrahim Ishag e alega que é cristã.
A maioria da população sudanesa é muçulmana e o país segue as leis islâmicas. Segundo estas leis, a apostasia é um crime.

Chibatadas

Embaixadas de países ocidentais e grupos de defesa de direitos humanos pediram que o governo do Sudão respeite o direito da mulher de escolher a própria religião.
As embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha e Holanda divulgaram uma declaração conjunta na qual afirmaram que os países estavam muito preocupados com o caso e pediram que o governo do Sudão respeite a liberdade de religião.
Mas, além da pena de morte, o juiz do caso também sentenciou a mulher a receber 100 chibatada por adultério, já que o casamento com o homem cristão não é considerado válido segundo a lei islâmica.
A sentença das chibatadas será executada assim que a mulher se recuperar do parto.
A condenação por adultério se deve ao fato de, segundo a lei islâmica do Sudão, uma mulher muçulmana não pode se casar com homens de outra religião. Meriam se casou com um cristão do Sudão do Sul.
Durante a audiência, Meriam, cujo nome islâmico é Adraf Al-Hadi Mohammed Abdullah, foi interrogada por um clérigo islâmico e disse ao juiz que era uma "cristã e nunca cometi apostasia".
Segundo a Anistia Internacional, a mulher foi criada como cristã ortodoxa, a religião da mãe, pois ela teria tido um pai ausente durante a infância.
A Anistia informou que a mulher foi presa e acusada de adultério em agosto de 2013 e a Justiça sudanesa adicionou a acusação de apostasia em fevereiro de 2014, quando Meriam disse que era cristã.
O pesquisador da organização especializado em assuntos ligados ao Sudão, Manar Idriss, condenou a sentença e afirmou que apostasia e adultério nem deveriam ser considerados crimes.
"O fato de uma mulher ter sido sentenciada à morte por sua escolha religiosa e à chibatadas por adultério por ser casada com um homem que, supostamente, tem outra religião, é espantoso e repugnante", disse.
A condenação gerou polêmica no país de acordo com a AFP. Pequenos grupos de manifestantes, contra e a favor da sentença, se reuniram em frente à corte onde Meriam foi julgada.
O correspondente da BBC em Cartum Osman Mohamed, afirmou que sentenças de morte raramente são executadas no Sudão.
E um dos advogados de Meriam disse à AFP que vai entrar com um recurso em instâncias superiores.

Fonte: BBC Brasil (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140515_sudao_pena_morte_religiao_fn.shtml)
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UMA NAÇÃO SOB JUÍZO...



Por Pr. Danilo Figueira.











Nós estamos, claramente, passando por um tempo de juízo no Brasil. A derrocada da nossa economia, a violência crescente, as catástrofes naturais sem precedentes, as pragas manifestadas por epidemias e doenças que há pouco tempo nem se conhecia e tantas outras realidades que afetam tragicamente a vida dos brasileiros hoje, não são apenas uma infeliz coincidência. Deus está açoitando uma nação que não reconheceu o tempo da sua visitação e desprezou a graça que lhe tem sido oferecida.

Que o Espírito foi derramado sobre o Brasil, ninguém pode negar. Nas últimas décadas vimos muitas manifestações do seu agir, produzindo movimentos sobrenaturais e abrindo portas amplas à pregação do evangelho. Profetas e mais profetas se levantaram aqui e vieram de outras nações para soprar fôlego de vida sobre nossa nação. O que fizemos, porém, com tudo isso?

O Brasil dos quarenta milhões de evangélicos de hoje é mais podre e mais corrupto do que o de ontem, que tinha menos crentes. Estamos vendo as entranhas da nossa classe política e empresarial sendo expostas com sua vergonha pela Justiça, mas isso é só uma tênue amostra do que, de fato, é a ética e a moral do nosso povo. Sim, do nosso povo, pois a desonestidade indecente não é marca apenas dos políticos, mas de grande parte de nossa população, incluindo, pobres e ricos, cultos e indoutos, descrentes e... Evangélicos! Infelizmente, professar a fé em Jesus não denota mais o compromisso de andar como Ele andou.

Eu gostaria de dizer outra coisa, mas minha percepção profética não permite. Nossos próximos anos não serão fáceis. De uma forma geral, as coisas vão piorar. Não falo apenas de economia (pois para isso, não é necessário ser profeta), mas de tragédias que abalarão as estruturas da nossa nação. Guardem o que estou dizendo. Povos de outras línguas comerão o nosso pão e rirão do nosso luto. Falo em nome do Senhor!

Uma leitura de Jeremias 5 pode nos ajudar a enxergar o Brasil de hoje como Deus enxerga. Recebi esse texto de uma jovem, durante um tempo de oração, e entendi perfeitamente o recado de Deus. Sua vara fustigará os nossos lombos. Até quando? Até que sejamos quebrantados, como nação.

Historicamente, quando Deus envia juízo, Ele encontra um remanescente que o busque e que aplaque a sua ira. Que façamos parte disso! Permanecer fiéis não nos livrará completamente das dores da disciplina, mas nos dará a força que precisamos para resistir e a oportunidade para sermos testemunho e voz profética no meio do caos.

Temos que nos arrepender! O altar tem sido profanado nesta nação e a oferta do Senhor, desprezada. Se é verdade que milhões e milhões lotam os templos, é verdade também que uma grande parte aí está servindo a Mamon, cultivando sua velha ganância, buscando o brilho da prata, só que agora “em nome de Jesus”. Pior, isso inclui uma parte considerável da classe pastoral.

Temos que nos arrepender da feitiçaria, não somente daquela que é feita nos terreiros e encruzilhadas, mas da que é praticada nos altares evangélicos. Chega a ser absurda a supersticiosidade e o sincretismo maligno fomentados por uma legião enorme de falsos mestres e falsos profetas, que se multiplicam como ratos. A venda de objetos e rituais com supostos poderes miraculosos mistura o comércio com o engodo na Casa de Deus. Outro dia, assisti um vídeo em que pastores de uma das maiores denominações do Brasil desciam a uma mina de ouro para buscar a “água da prosperidade”, para ser distribuída (ou vendida) aos fiéis que, certamente, ávidos pelo apelo das riquezas mundanas, nem se dariam ao trabalho de julgar o desvio teológico e de perceber o ridículo a que seriam induzidos.

Uma liderança “cristã” que ilude seu povo com águas da prosperidade, rosas sagradas e lascas da cruz não é melhor que os pais de santo, que fazem o mesmo em seus terreiros. Na verdade, é pior... E que diferença há entre um esotérico que confia no seu patuá e um crente que, ao invés de colocar sua fé em Jesus, recebe um “amuleto gospel” do seu pastor e o pendura em casa, como fonte de proteção? Nenhuma!

Temos que nos arrepender da idolatria, não só da que se pratica em procissões e templos consagrados a entidades mortas, supostos “santos”, que têm boca, mas não podem falar. Há também idolatria às personalidades humanas nas igrejas protestantes, com líderes e artistas sendo alçados pelo povo à categoria de “semi-deuses”, acima do bem e do mal, muitos deles com um testemunho tão sujo que não mereceriam admiração nem nos antros do mundo.

Como Deus não visitaria com juízo uma nação que, tendo sido apresentada ao evangelho, segue expondo sua imoralidade a céu aberto, nos carnavais e marchas gays da vida? Nossos governos erotizam crianças em escolas públicas, com materiais pornográficos e nossas leis dizem “bem-vindo” ao homossexualismo e toda forma de perversão sexual. Mas será que esse espírito não está livre para atuar também nas casas das famílias brasileiras e em muitos espaços da própria igreja? Pornografia, adultério, pedofilia, prostituição e pederastia não mancham também os altares? O que dizer dos pastores e personalidades “gospel” que estão no segundo ou terceiro casamento, sem argumentos bíblicos que lhes desse tal direito; ou dos que usam o seu feitiço travestido de “unção” para seduzir ovelhas aos matadouros da imoralidade?

Não estou falando de uma nação ignorante. O evangelho foi apresentado ao Brasil. Muitos dos que afrontam a santidade de Deus, ou estão na igreja, ou passaram por ela e decidiram voltar ao chiqueiro do mundo. A maioria absoluta já, ao menos, ouviu a Palavra ou teve oportunidade de fazê-lo e não quis. Portanto, somos indesculpáveis.

Se Jesus proclamou juízo sobre a cidade onde viveu, dizendo: “Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje”; se Ele chorou sobre Jerusalém, lamentando o fato de que seus filhos seriam entregues à espada, já que ela não reconheceu o tempo da sua visitação (conf. Lucas 19:41-44), porque seríamos nós poupados, tendo desdenhado tanto da Verdade, como nação?


Obviamente, no meio de tudo isso há um povo fiel, um remanescente que teme ao Senhor e respeita a sua Palavra. Como nos dias de Elias, enquanto Israel era fustigado com a seca e a fome, sete mil joelhos recusavam curvar-se diante de Baal; como no cativeiro babilônico Deus encontrou Daniel, Ananias, Mizael e Azarias, entre outros, para manter a honra do altar, há muitos crentes e igrejas hoje que, remando contra a maré, permanecem na Verdade. Que nos esforcemos para fazer parte desse remanescente, pois é dele que pode brotar de novo a misericórdia.

Os próximos anos não serão fáceis, fique você avisado disso. A vara de Deus sobre os lombos do Brasil já começou a arder e será pesada. Não é mero castigo, mas a disciplina de um Pai que quer essa nação de volta. Ele é justo em fazê-lo, não questione. Apenas disponha-se a ser um argumento que aplaque a sua ira, a permanecer como uma testemunha fiel no meio das trevas, a chamar pessoas para viverem o verdadeiro evangelho e a interceder, como legítimo sacerdote, para que a justiça e a genuína fé cristã possam, de fato, voltar a prosperar.

Não me entenda mal, eu lhe peço. Eu não sou um irresponsável, unindo-me a Satanás para acusar a igreja. Sou parte dela. Eu a amo! Sinto vergonha dos seus pecados, porque eles são meus também. Quero me unir ao Espírito e gemer por ela. Quero ser um argumento para que a esperança e a fé verdadeira, comprometida com a Palavra, não se apaguem de vez nesta nação. Ao contrário, que se multipliquem, até que possamos virar esse jogo e ver o Senhor recolhendo a vara da punição.

Por favor, junte-se a mim nesta busca! Os próximos anos não serão fáceis para nós, mas há um caminho: “Se o meu povo, que por mim se chama, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então Eu o ouvirei do céu, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Crônicas 7:14). No arrependimento e na fidelidade está a nossa esperança.

CULTUANDO A HOMENS



                                                                                               Por John Stott

“...pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!” - Romanos 1.25

De muitas maneiras a igreja de Corinto dava evidência da graça atuante de Deus. Alguns de seus membros, “lavados”, “santificados, “justificados”, haviam sido libertos das profundezas do pecado (1Co 6.11), e outros foram maravilhosamente “enriquecidos” por Cristo “em toda palavra e em todo conhecimento”, de modo que não lhes faltava nenhum dom (1Co 1.5-7). No entanto, a vida interior da igreja parecia estar tristemente contaminada pelo pecado, levando-a a se dividir em muitas facções. “Há contendas entre vós” – Paulo foi obrigado a escrever. “Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo” (1Co 1.11-12). Não há evidência na epístola de que essas divisões fossem de caráter doutrinário, fundadas em posições teológicas divergentes.


Em vez disso, o apóstolo liga as rixas na igreja de Corinto ao que chamaríamos de “culto da personalidade”. Os crentes estavam demonstrando predileção exagerada por um ou outro líder eclesiástico famoso e fazendo comparações ultrajantes entre eles. Paulo ficou horrorizado com a história que ouviu. Aqueles coríntios estavam dando a homens uma lealdade devida somente a Cristo. “Foi Paulo crucificado em favor de vós?” – ele pergunta, atônito, querendo dizer: “Vocês estão pondo a confiança em mim, como se eu tivesse morrido para salvá-los?” “Fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?” (1Co 1.13). Ou seja: “Será que o batismo de vocês colocou-os em união comigo?” Tanto a conversão quanto o batismo cristão tem como foco o próprio Cristo.

Como ousam aqueles coríntios falar e agir como se homens mortais, pecadores, fossem o objeto de sua fé e batismo? E como podiam usar esses slogans que implicavam “pertencerem” a líderes humanos como Paulo, Pedro e Apolo? (...) O vergonhoso culto às personalidades humanas que manchou a vida da igreja de Corínto no primeiro século ainda persiste entre os cristãos, e alguns líderes da igreja ainda recebem dos crentes uma atenção exagerada e inadequada. (STOTT, John. O perfil do Pregador. Ed. Vida Nova. 2005, p. 95,6)

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John Stott foi pastor emérito da Igreja All Souls Langham Place, em Londres, é mundialmente conhecido como teólogo, pastor e evangelista. Desde 1970 viajou pelo mundo inteiro, em especial pelos países do Terceiro Mundo, participando de conferências e palestras para pastores, líderes e estudantes de teologia.
Divulgação: Blog do Ezequiel

JOVEM CRISTÃ TENTA REFAZER SUA VIDA APÓS CATIVEIRO




Embora a República do Congo não esteja entre os 50 países da Classificação da Perseguição Religiosa de 2016, ela está bem próxima, posicionada em 52ª. De acordo com as últimas notícias, a militância do Estado Islâmico tem cometido atrocidades por lá, mas infelizmente o mundo ainda não despertou para tudo o que tem acontecido com esta nação. Longe das manchetes dos jornais, no extremo da República do Congo, um grupo muito violento conhecido como Aliança das Forças Democráticas (ADF, sigla em inglês) incorporou-se na região e está fazendo uma verdadeira limpeza étnica, matando os cristãos, a fim de instalar um ponto de apoio ao islã.

Mado é uma jovem cristã de 20 anos, que vive por lá, e tem muitas histórias para contar. Ela diz que seus sonhos foram transformados em pesadelos. "Tudo começou num domingo de fevereiro, em 2013. Eu estava grávida, e esperava pelo meu marido, meu filho mais velho e meu cunhado, que tinham ido a uma fazenda próxima, buscar alguns produtos. O meu filho mais novo estava na casa de familiares. Quando eles estavam chegando, alguns homens ofereceram ajuda para carregar as sacolas e como estavam desarmados eles não desconfiaram de nada. Mas havia outros escondidos no mato e eles pertenciam à militância islâmica da ADF. Eles levaram todos nós por um caminho na selva. Mataram meu cunhado na nossa frente, eu chorei muito naquela hora, e eles ficaram com raiva e me bateram no rosto com um facão e vendaram meus olhos", lembra a cristã.

"Eles machucaram todos nós e fizeram muitas ameaças. Meu marido foi o segundo a morrer. Quando chegamos ao esconderijo, que ficava numa aldeia, havia muitos cristãos, homens, mulheres e crianças. Muitas pessoas estavam amarradas em árvores. Eu fui colocada com outras 11 pessoas num buraco com cerca de 4 metros de profundidade, foi horrível. Não havia como fugir. Ficamos nesse poço durante 4 meses. Quando fomos tirados, nos levaram como escravos, construímos casas e trabalhávamos numa plantação de arroz. Dois meses depois meu bebê nasceu, mas viveu por apenas alguns meses devido as péssimas condições. Por medo, fazíamos tudo o que eles mandavam e fomos orientamos a seguir o islã, caso contrário morreríamos. Fui dada como esposa a um muçulmano idoso", diz Mado que teme falar sobre essas amargas experiências, mas que reconheceu a mão de Deus a protegendo. "Apesar de tudo, eu não engravidei e não dei filhos a estes homens".



"Havia uma senhora cristã no acampamento que sempre encorajava a todos a manter a fé em Cristo. E suportamos essa vida que durou 1 ano e meio até irmos para Medina, onde tive a chance de escapar. Passei oito dias sem comer e os militantes nos autorizaram a ir para a floresta procurar cogumelos. Quando ouvimos os tiros das tropas do governo, aproveitamos a oportunidade e corremos. Meu filho e eu fomos para a direção de um rio e alguns soldados nos ajudaram. Eles nos levaram para Beni e então reencontrei minha família. Luto muito para me livrar dos traumas, sinto falta do meu marido e do meu cunhado. As pessoas daqui não ajudam em nada, elas questionam por que não salvamos os outros, outros dizem que nos deixaram escapar porque temos ligação com a ADF. Não é fácil conviver com essas falsas acusações, mas eu oro por essas pessoas e faço o meu melhor para seguir em frente com meus filhos. Tenho esperança de um futuro melhor", conclui Mado.

*Nome alterado por motivos de segurança.

Pedidos de oração

Mesmo que a igreja da República do Congo seja descrita como forte espiritualmente, ela tem enfrentado enormes desafios com a violência dos grupos extremistas islâmicos. Ore por esses cristãos, para que tenham coragem de seguir em frente com sua fé.
Muitas mulheres, como Mado, lutam para lidar com o preconceito e os traumas causados durante o tempo em que estiveram em cativeiro. Muitas coisas terríveis aconteceram com elas. Ore para que o Senhor as restaure por completo.
Em 2016, a Portas Abertas preparou cursos de preparação para líderes dessa região, para que vivam sob a perspectiva bíblica da perseguição, além de outros tipos de auxílio. Ore para que nossas equipes sejam capazes de equipar as igrejas do país nesse momento complicado que vivem.

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Relações Pai e Filhos e a Psicanálise



A mudança de relações entre pais e filhos é um exemplo típico da expansão geral da democracia. Os pais já não estão muito seguros dos seus direitos sobre os filhos, os filhos já não sentem que devem respeito aos pais. A virtude da obediência, que era outrora exigida sem discussão, passou de moda e com certa razão. 



A psicanálise aterrorizou os pais cultos com o medo de causarem, sem querer, mal aos filhos. Se os beijam, podem provocar o complexo de Édipo; se não os beijam, podem provocar crises de ciúmes. 

Se os repreendem em qualquer coisa, podem fazer nascer neles o sentimento do pecado; se não o fazem, os filhos adquirem hábitos que os pais consideram indesejáveis. 

Quando vêem as crianças a chupar no polegar, tiram disso toda a espécie de conclusões terríveis, mas não sabem o que fazer para o evitar. O uso dos direitos dos pais que era antigamente uma manifestação triunfante da autoridade, tornou-se tímido, receoso e cheio de escrúpulos. 

Perderam-se as antigas alegrias simples e isto é tanto mais grave quanto é certo que, devido à nova liberdade das mulheres solteiras, a mãe tem de fazer muito mais sacrifícios do que antigamente ao optar pela maternidade. 

Nessas circunstâncias, as mães conscienciosas exigem muito pouco dos filhos e as mães pouco conscienciosas exigem demasiado. Umas reprimem a sua afeição natural e mostram-se reservadas, as outras procuram nos filhos uma compensação das alegrias a que tiveram de renunciar. 

No primeiro caso, impede-se o desenvolvimento da afetividade das crianças, no segundo estimula-se em excesso. Em nenhum dos dois, porém, há essa felicidade simples e natural que é o melhor que a vida de família pode proporcionar. 

Em face de todas estas dificuldades, é de admirar que a natalidade decline? 

Bertrand Russell, in 'A Conquista da Felicidade' 

Esta filha de Abraão…


Carla Naoum Coelho*

O texto de Lucas 13,10-17 relata a cura de uma mulher que há dezoito anos andava encurvada e, de modo algum, podia se endireitar (v. 11). Aconteceu em um sábado, em uma sinagoga e a mulher foi curada por Jesus.
Diante das várias possibilidades que temos de olhar para esse texto, nesse momento, queremos sugerir que essa mulher representa simbolicamente a situação de todas as mulheres da época de Jesus que eram consideradas inferiores aos homens.

Assim sendo, ao tocar essa mulher e curá-la publicamente, Jesus estava ‘gritando’ contra todas as maneiras pelas quais as mulheres eram diminuídas em seu valor de ser humano e lutando contra tudo o que as proibiam de assumir a postura que Deus lhes havia dado, desde a criação, de permanecerem eretas diante dos homens e de toda a comunidade. Jesus, portanto, invade um contexto histórico no qual a mulher é despersonalizada, isto é, desfigurada em seu valor, e a restaura à sua postura de ser humano, criada à imagem de Deus.
Mas não apenas as mulheres da época de Jesus. Aqui, podemos fazer nossas as palavras de Maxine Hancock: “quando eu vejo Jesus estender as mãos para endireitar, elevar e colocar essa mulher na posição correta, eu vejo Jesus se importando com todas as mulheres do mundo […], eu vejo Jesus se interessando por qualquer situação em que a mulher esteja sendo diminuída perante um homem”.
É interessante notar que, ao se referir a esta mulher, Jesus usa a expressão "filha de Abraão”. 

Ter Abraão como pai era uma afirmação judaica de orgulho e dignidade. 
Ter Abraão como pai era fazer parte de uma aliança. 

Ao chamar a atenção da congregação para o status dessa mulher como "filha de Abraão", Jesus estava colocando-a integralmente dentro da comunidade da aliança. Ou seja, Jesus estava mostrando a todos ali presentes que o lugar da mulher era ao lado de seus irmãos: filhos e filhas da mesma aliança.
A partir das atitudes e palavras de Jesus demonstradas nesse texto de Lucas, entendemos que o Reino de Deus, que irrompeu na história através de Jesus Cristo, quer libertar todas as mulheres, inclusive aquelas que continuam amarradas pelas cordas de uma hermenêutica que prende a mulher em um mundo em que os privilégios são dos homens, e que vê esses privilégios não como um sintoma do nosso mundo caído, mas como o plano de Deus para a humanidade. E mais, trata os privilégios conferidos ao sexo masculino como sendo a vontade de Deus para o relacionamento entre homem e mulher.
É interessante notar que, logo em seguida ao episódio da cura dessa mulher que há dezoito anos andava encurvada, Jesus conta 2 parábolas que falam do Reino de Deus, ou, mais especificamente, que explicam como se dá o avanço do Reino de Deus no mundo. “A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei?” (Lc 13:18), indaga Jesus, como que procurando uma maneira de apresentar a sua própria perspectiva de como as coisas acontecem no Reino de Deus. 

E Ele continua: “é semelhante a um grão de mostarda que um homem plantou na sua horta, e cresceu e fez- se árvore […] (VS 19); É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado (VS 20). 

Mesmo em uma leitura casual do texto, percebe-se que estas duas parábolas andam juntas e não apenas porque ambas falam de crescimento mas também porque Jesus emprega os dois gêneros – homem e mulher – para ilustrar como Ele e seu Reino operam no mundo. É possível notar aqui um eco com o relato da criação onde encontramos o propósito de Deus: homem e mulher juntos na mordomia de toda a criação (Gen 1:28).
Com a atitude de Jesus de curar essa mulher, podemos perceber os sinais do Reino de Deus brotando na história e perceber também o que o Reino de Deus faz pelas mulheres: liberta-as de todas as amarras que as prendem e as impedem de viver a integralidade da vida humana.

*Mestre em Comunicação, Doutoranda em Ciências da Religião (PUC Goiás)

Água com conhaque



Um homem tinha o triste hábito de beber conhaque. Sentia-se cada vez mais escravo desta bebida. Então pediu a seu médico um remédio que o libertasse. O médico trouxe uma grande garrafa.

– Eis o remédio, disse – porém é veneno violento! Quando esta garrafa estiver vazia, lhe trarei outra. No primeiro dia ponha uma só gota no seu copo de conhaque; no segundo dia, duas gotas, e assim par diante. Não tenha receio deste veneno; o senhor vai se acostumar bem. Logo poderá tomar um copo cheio. E não se perturbe se o conhaque pouco a pouco mudar de cor e se tornar mais claro; é um efeito do veneno.

O tratamento deu resultado maravilhoso: o veneno acabou por ocupar todo o lugar e o conhaque por perder o lugar. O doente viu que agüentava perfeitamente o aumento gradual da dose do veneno e estava se sentindo melhor de saúde. Em pouco tempo ficou curado e a inclinação irresistível para a bebida tinha desaparecido.

A esposa toda contente chegou-se ao médico para lhe dar o conhecimento do resultado magnífico e lhe exprimiu a sua viva gratidão. Estupefata, ouviu dele que o veneno era água.

Desconhecido

O PODER TRANSFORMADOR DO EVANGELHO

Anos atrás circulou, em vários países, que os nativos se haviam levantado contra a agressão européia em certos pontos das Ilhas do Mar do Sul, sendo enviada uma comissão real a fim de investigar o caso. Esses estranhos rumores surgiram em torno da trágica morte do Sr. Bell, funcionário de certo distrito, e de seu auxiliar, Sr. Lilies, na Ilha de Malaita, no grupo de Salomão.



O cavalheiro que presidia essa real comissão chegou ao local da desordem e começou suas investigações. Foi ter, afinal, às ilhas chamadas Salomão Ocidental, e Ragoso, foi chamado para falar em favor dos chefes dessas ilhas.
O emissário, ansioso de conhecer os íntimos pensamentos desses nativos, dirigiu-lhes três perguntas. Primeira: Eram os nativos mais felizes em seu primitivo estado, isto é, antes da chegada do homem branco, do que agora? Segunda: Tinha alguém de seu povo desejos de volver àqueles costumes pagãos? Terceira: Desejavam eles que o país ficasse inteiramente em seu poder, sendo retirados os estrangeiros?

Kata Ragoso começou sua resposta fazendo uma viva descrição das condições predominantes naqueles antigos dias. Contou como o povo vivia então em constante temor, pois eram caçadores de cabeças, e antecipavam naturalmente a vingança. Viviam constantemente preparados para um súbito ataque e, em vista disto, não tinham nenhum lugar fixo de habitação, morando bem próximo de suas plantações. Seus ritos religiosos exigiam o sacrifício de criaturas humanas. Havia doenças, e centenas de seus filhos morriam antes de um ano.

"Não, senhor" – disse ele – "nós não éramos felizes naqueles dias." Descreveu então a mudança que se operara com o advento do homem branco. Mas muitos desses brancos estrangeiros roubavam seus amigos e parentes e os levavam para trabalhar em plantações em outras terras e ninguém os via mais. Foi uma época bem sombria, aquela, na história das ilhas do Sul do Pacífico. Mas tão ansiosas estavam essas pessoas para adquirir machados de ferro ou de aço que fariam qualquer coisa a fim de os conseguir, e em sua decisão de assim fazer muitos eram apanhados em armadilhas, indo parar no porão dos navios do homem branco. Os que ficavam, naturalmente, procuravam vingar-se, e muitas tripulações foram trucidadas e os navios postos a pique naquelas lagunas.

Então chegaram os missionários e o governo estabeleceu seu sistema de controle que, gradualmente, operou uma mudança. E Ragoso se expressa nas seguintes palavras:

"Vós chegastes com vossos canhões e nós vos enfrentamos com  as nossas lanças, mas havia falta de confiança de parte a parte, até que, finalmente..." Apanhando então a Bíblia à vista de todos os presentes, disse: "Senhor, foi a vinda deste Livro que operou a verdadeira mudança na vida de meu povo. A história deste Livro tem sido uma inspiração para nós. Temos procurado seguir o exemplo do Homem deste Livro; e hoje, senhor, não nos encontramos como inimigos, mas como amigos."

Ao mesmo tempo em que o chefe estava falando, numa ilha próxima as moças e crianças estavam cantando, e pareceu agradável a todos os presentes ouvir aquele  cântico, e observar a confiança com que fruíam a mútua convivência.

"Olhai!" – disse Ragoso –  "Aqueles rapazes e meninas não estão atemorizados hoje. Vivem em casas limpas, e em aldeias bem estabelecidas. Têm igrejas e escolas e não há o temor de vinganças. Ninguém carrega lança ou escudo. Aqueles dias já passaram e apreciamos a obra realizada pelos missionários, o governo, e os comerciantes, e o auxílio médico que nos tem sido dispensado. Outrora muitos de nossos filhos morriam por falta de cuidados médicos; hoje estão recebendo o necessário tratamento. Sabem ler, escrever e comunicar-se uns com os outros.

"Não, senhor, não há um único homem em todo o meu território que deseje voltar aos dias de outrora, mas foi a história deste Livro que nos tirou as lanças e espingardas, nossas armas de guerra, tornando-nos homens e mulheres transformados. Por causa disto não temos nenhum desejo de volver aos costumes e condições daqueles antigos dias, nem que nossos missionários, o governo e os comerciantes nos sejam tirados. Estamos preparados para fazer nosso trabalho de maneira que não somente auxilie o homem branco, mas o inspire a ajudar-nos também. Necessitamos de coisas que os brancos nos podem dar. Apreciamos o fato de o Evangelho nos ter tornado melhores. Ele nos concedeu o direito de viver sob melhores condições."

O chefe da comissão declarou, posteriormente, que, ao ouvir Ragoso traçar resumidamente a história de seu povo, sentiu comover-se-lhe o próprio coração ao ver o fruto dos princípios missionários revelados na vida de um tal homem.
Ragoso tem permanecido fiel e firme à causa de Deus, e através dos muitos meses de guerra, tem procurado estimular seu povo a permanecer fiel, procurando sempre, em toda a sua obra, dilatar a causa da verdade, a causa de Deus a quem ele agora serve com amor.  

Fonte: N. Ferris.

CALEBE, EU ACREDITO

E agora eis que o SENHOR me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco anos são passados, desde que o SENHOR falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e agora eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos; Agora, pois, dá-me este monte de que o SENHOR falou aquele dia; pois naquele dia tu ouviste que estavam ali os Anaquins, e grandes e fortes cidades. Porventura o SENHOR será comigo, para os expulsar, como o SENHOR disse. Josué 14:10,12

Dirão: - É o fim

Todas as vezes que o diabo disse à alguém: "É o fim", ali, na verdade era o começo dos melhores dias, das maiores vitórias, dos melhores casamentos.Todas as vezes que o diabo disse à alguém: "É o fim", ali, na verdade era o começo dos melhores dias, das maiores vitórias, dos melhores casamentos.


O diabo disse a José do Egito na cisterna do deserto: "É o fim!" e Deus disse: "É o começo, José o governo do Egito te espera."


NADA VAI IMPEDIR O MEU MILAGRE





Vimos aqui um homem impedido de locomoção um prisioneiro a bíblia não fala o tempo que ele viveu assim:
A paralisia o impedia de atuação sobre seu corpo.

A paralisia o impedia de receber a sua benção.
A paralisia o impedia de viver uma vida plena.
A paralisia o impedia de ver novos horizontes.




A paralisia o impedia de trabalhar.
A paralisia tira a possibilidade de passeio, festas, ver família e parentes e novos lugares.
A paralisia faz com que todos olhem para sua anormalidade.

A anormalidade provoca questionamentos:



Quem pecou, ele ou seus pais?

Será que é uma maldição?
Será que é um castigo?

Porque quando temos uma anormalidade somos tratados com preconceitos, olhar atravessado visto com indiferença. 
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